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Super Bowl: A máquina de fazer dinheiro
O Super Bowl é, por si só, um fenômeno econômico. A final da liga de futebol americano movimenta centenas de milhões de dólares todos os anos, consolidando-se como o evento esportivo mais rentável do planeta. A receita da NFL ultrapassou US$ 23 bilhões no ano fiscal de 2024. Marcas desembolsando cerca de US$ 8 milhões por apenas 30 segundos de comerciais durante os intervalos.
Não à toa, o show do intervalo se tornou tão relevante quanto o próprio jogo. O palco não é só musical: é uma vitrine global para marcas, artistas e mensagens que impactam centenas de milhões de espectadores no mundo inteiro.
De Michael Jackson a Bad Bunny: a evolução cultural do show do intervalo
A cada ano, a NFL transforma o espetáculo em um espelho cultural. Já passaram por lá nomes como Michael Jackson, Beyoncé, Bruno Mars e Shakira, todos convertendo suas performances em marcos históricos da cultura pop. Foi a performance de Michael Jackson, em 1993, que elevou o nível do show do intervalo, e foi a partir desse momento que o evento passou a atrair mais audiência e atenção do público.
Em 2025, foi a vez de Kendrick Lamar. Sua performance dividiu opiniões, mas entrou para a história como a primeira apresentação solo de um rapper no evento, se tornando um marco para o hip hop e para a representatividade dentro da cultura popular dos EUA.
Agora, com Bad Bunny, a NFL dá mais um passo: abrir espaço para um show inteiro em espanhol, ampliando o alcance cultural do evento.
O marco histórico do espanhol no maior palco dos EUA
Bad Bunny será o primeiro headliner a comandar o show do intervalo do Super Bowl cantando inteiramente em espanhol. Não é só uma escolha artística, mas um reconhecimento do peso da comunidade latina, que hoje soma mais de 60 milhões de pessoas nos Estados Unidos, com um poder de compra bilionário.
Essa decisão sinaliza que o espanhol não é uma “língua estrangeira” dentro do país, mas parte do seu DNA cultural e econômico. Para as marcas, isso significa dialogar diretamente com um público fiel, engajado e cada vez mais central na economia americana.


